É mania de todo guitarrista mais curioso querer saber quais equipamentos foram utilizados nas gravações de determinado álbum. Como algumas pessoas já me perguntaram e eu sei que algumas curiosos querem saber mas não lembram de perguntar, eu disponibilizarei aqui o setup guitarrístico do álbum ‘Camarones Orquestra Guitarrística’ , lançado neste ano e com guitarras gravadas por mim e por Karina Monteiro. Antes de prosseguir vale explicar que o álbum foi gravado em três momentos diferentes, com um espaçamento não tão grande mas um tanto significativo em relação a equipamentos. Divirtam-se:
Guitarras:
- Gibson Les Paul Standard com Captação Seymour Duncan
A foto ao lado não é da própria, mas a única diferença é a captação, essa que utilizamos está provavelmente com seymour duncans alnico II pro zebra. A guitarra dispensa apresentações e esteve presente em boa parte do disco, com destaque para ‘Drunk Driver’, toda gravada com ela.
- Hurricane Les Paul Custom Anos 80
Aqui a segunda Les Paul que usamos no disco. Uma hurricane custom. Réplica japonesa das Gibsons, excelente construção, pegada e acabamento. Tem ferragens gotoh originais e na época da gravação estava com um captador GFS Vintage 59 na ponte. Grande guitarra do mesmo time das Greco e Tokais da mesma época, toda em mogno maciço com tampo em flamed maple e escala em Rosewood. Apareceu muito no álbum também, com destaque para ‘Antonho o Grande’ e para as vozes de ‘Pororoca’.
- Fender Eric Clapton Stratocaster (com captação Lace Sensor)
Precisávamos de um timbre fender e essa stratocaster casou perfeitamente para o resultado que desejávamos. Apareceu pouco no disco, com destaque para ‘Pra Inglês Ver’ (toda gravada com ela).
- Giannini Gemini Reedição
A Giannini no passado construiu excelentes guitarras, e a Gemini era uma das melhores de sua linha, sendo seus exemplares originais disputados hoje em dia e cada vez mais valorizados. Entretanto não faz tanto tempo (talvez no máximo 5 anos) que a empresa relançou esse modelo com algumas poucas modificações, é evidente que a qualidade não é a mesma, mas essa guitarra foi nossa grande surpresa na gravação. Com uma pegada confortabilíssima e timbre característico dos captadores p90, conseguimos ótimos resultados com ela. Com destaque para as bases de ‘Pororoca’ e ‘Pipa’, gravadas por Karina.
Amplificadores:
- Giannini Tremendão III
Esse é um dos melhores da série Tremendão. Trata-se de um tremendão III montado em uma carcaça dos antigos martin sons, provavelmente por Munir. Com quatro válvulas 6l6GC no power falou muito bonito nas gravações, participando de quase todo o disco, com destaque para ‘Pororoca’.
- Orange Tiny Terror
Pequeno e nervoso, com 15w e válvulas EL84 no power, ficou como uma grande e distinta opção em relação ao tremendão, nos dando possibilidades diferentes para testar na gravação. O tiny terror é um amplificador ‘plug & play’ , que não comporta tantas regulagens, e tem uma equalização bem simples. Esteve presente na maioria das vezes somente com a guitarra plugada direto nele e nada mais, com destaque para ‘Altas Aventuras’.
Pedais:
- Fulltone OCD v4
Um dos mais famosos e vendidos pedais de overdrive do mundo. Padrão fulltone de qualidade, excelente construção. Gosto muito do ocd e das possibilidades que ele pode alcançar. Foi pouco usado no disco, mas está lá, com destaque para ‘Pipa’.
- Catalinbread Dirty Little Secret rev.2
O Dirty little secret é um pedal de altíssimo nível, feito com excelência pela Catalinbread. É o overdrive que mais me agradou nos últimos tempos e que vai ganhar o troféu de pedal mais duradouro em meu set. Passeando por timbres na linha dos Marshall Plexi e JTM45, o DLS casa muito bem com Les Paul e é muito dinâmico, além de ser ótimo para servir de base para outros pedais. No disco, tem destaque em ‘Antonho o Grande’.
- Electro-Harmonix Deluxe Memory Man
Um clássico mundial e adorado pelos apreciadores de delays analógicos, o memory man é quase unanimidade quando se fala nesse tipo de delay. Seu timbre é característico e seu vibrato e chorus são excelentes. Foi pouco usado, mas seu destaque está em ‘Pra Inglês Ver’.
- MXR Carbon Copy Analog Delay M169
Mais um delay analógico que esteve presente nas gravações. O Carbon copy é mais dark que o memory man e é também um grande delay que tem se destacado muito como uma boa alternativa a um custo razoável em relação ao DMM. Possui uma sutil modulação que é um leve chorus. Destaque para ‘Antonho o grande’.
- Boss DD3 Digital Delay
Surge no setup um delay digital. O boss DD3 cumpre muito bem sua função e com ele gravei as vozes de ‘Pipa’.












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Acho que conheço 3 destas guitarras , hehehehhee