Henrique Rocha, ou Henrique ‘Geladeira’, como é conhecido, é figura presente no rock natalense. Está a frente do estúdio Voz, é músico, guitarrista, integrou e integra vários projetos. Companheiro de inquietação e de G.A.S, é um dos caras por aqui que mais tenho afinidade nesse aspecto. Troquei uma idéia com ele e aqui vai:
Leo: Fala um pouco sobre como você começou a se interessar por música, tocar algum instrumento, o que você toca e sobre sua trajetória na música.
Henrique: acho que sempre fui interessado por musica, meu primeiro instrumento foi a flauta doce, que tinha aulas na escola, logo depois fui atrás de um violão por que bateria(o que eu sempre quis) era totalmente inviável hehe fato interessante é que comecei a tocar como destro por que era o violão que tinha na casa de praia onde eu estava, quando voltei pra casa descobri que um vizinho meu tocava guitarra e por minha sorte ele também era canhoto, então comecei a tocar e montar bandas com amigos tocando cover, tocar na escola, acho que em 2001/2002 comecei a me interessar em fazer musica autoral e to na batalha até hoje!
Leo: Você é conhecido por constantes mudanças em seu set. A que se deve essa inquietação? tem a ver com as mudanças em seus diversos projetos musicais?
Henrique: Primeiramente essa mudança toda é pelo famoso “em busca do timbre perfeito” hehe . Na minha cabeça quanto mais testar mais eu vou saber o que quero e por onde andar, então sempre que posso to comprando algo que sou curioso pra ver se encaixa no meu som, outra coisa que é a que mais influi nas minhas trocas é o trabalho que estou fazendo com a minha banda, no caso o Calistoga, a cada cd/ep é uma proposta de timbres e efeitos diferentes, então quando estamos compondo coisa nova, normalmente eu vendo praticamente tudo e vou refazendo o set todo para se encaixar no que eu penso sobre o que quero nas musicas. As duas bandas covers que tenho não interferem no meu setup por que tudo que uso no Calistoga da e sobra pros outros projetos.
Leo: Você tem idéia de quantos pedais diferentes já teve?
Henrique: Nunca fiz contas exatas, mais creio que um pouco mais de 60 pedais, acho pouco!
Leo: Fale um pouco dos projetos que está integrando atualmente.
Henrique: Hoje eu tenho 4 projetos, o Calistoga, que a minha banda autoral e ela é a banda que realmente invisto e está em primeiro lugar em tudo, já temos 5 anos de banda, 5 eps lançados e estamos terminando o próximo disco, vídeo clip, turnês em outros estados e por aí vai. Tem o The Cashs que é uma banda cover, tocamos indie pop em bares, boates e afins. Tenho um projeto de musica infantil que chama Trem Fanstama, tocamos em festas infantis e outros projetos relacionados a criançada, o mais interessante dessa banda é que os músicos são praticamente de áreas diferentes dentro da musica potiguar e a junção ficou muito boa! E o ultimo é o meu projeto. não gosto de chamar projeto solo por que soa da maneira que não quero, esse projeto ainda está engatinhando to pegando umas coisas minhas e registrando e tentando fazer tudo, tanto na parte de composição quanto na gravação dos instrumentos, não tenho pretensão de sair fazendo shows, mas quero sentir como ele vai funcionar no palco, então quem sabe rola um show perdido…
Leo: O Calistoga ta em fase de gravação de um novo CD. O que podemos esperar em relação a sonoridade desse disco? o que vocês usaram de diferente?
Henrique: Esse disco ta sendo outro experimento para a gente, é a primeira vez que estamos gravando no nosso novo estúdio, agora com sala com tratamento e muitas melhorias, então ta dando pra testar algumas coisas a mais que no outro eram mais difíceis por que era num quarto hehe então agora podemos brincar mais com microfones, ambientes de sala e afins, esse disco eu to achando ele bem mais trampado que o outro, só que quis testar umas coisas de timbragem que normalmente não faço, então questões de dobras estão bem mais simples do que nos outros, a sonoridade em si talvez vai da pra notar que estamos mais “organizados” logo não vai ter excesso de nada,cada coisa no seu lugar, deixei de lado o “dobra tudo” não tava satisfeito com o resultado disso para o som que estamos gravando agora. As guitarras foram bem simples, duas Les Paul, uma Gibson standart espetada num tremendão giannini, com drive OCD fulltone e algumas dobras do fuzz lexotone MG e uma Les Paul epiphone com p94 Gibson na ponte espetada no tremendão Giannini com o graphic fuzz Electro harmonix. Usamos também microfones sm57, sm58 ambos shure e um condensador MXL, isso pra drives e basicamente para efeitos!
Leo: Comente um pouco sobre teu set de pedais atual.
Henrique: estou usando no momento:
Afinador – Behringer

Diferentes modos de afinação incluindo os modos: REGULAR, FLAT, DOUBLE FLAT, e CHROMATIC.
Mini Q Tron - Electro Harmonix
Depois de muita pesquisa, achei o melhor auto q/envelope filter do mercado, é perfeito pro que eu procuro responde muito bem a guitarra, comprei especialmente pra gravação do disco novo do Calistoga. Um perfeito Mu-Tron.
Graphic Fuzz – Electro Harmonix
O graphic fuzz pra mim tem tudo o que faltava num fuzz, uma equalização de 6 bandas, então é perfeito pra se timbrar pensando na mix da banda ao vivo, por que aquele médio que tanto falta num fuzz eu posso arrumar no graphic, acaba que a sonoridade não fica tão fuzz assim, mais você sente que é um fuzz! hehe
Small Stone – Electro Harmonix
Esse nem vou comentar muito, é uns dos efeitos que mais gosto, esse pedal é muito cristalino e orgânico, nunca vi o som tão bonito de phaser sair de outro pedal, só tem um probleminha, por ser um pedal vintage existe problemas de queda no som quando acionado, coisa pouca mais nada que um booster não resolva.
Booster – Black Snake
Esse pedal veio numa troca e foi ficando por que na mesma época o meu lpb1 Electro harmonix deu um problema, esse Black snake é um clone do micro amp da MXR, é um bom pedal, mais
assim que puder vou pegar um mais resistente e bonito hahah
Daddy Shifter – Danelectro
Daddy shifter, foi um pedal que comprei nas cegas, estava atrás de um pitch shifter e não conseguir achar nenhum na época então vi esse e comprei, a principio fiquei decepcionado por que queria um pitch shifter mesmo, e ele é um echo curtinho com um pedal de expressão que da umas desafinadas, e uns efeitos no pitch… mais depois ele se encaixou muito bem para umas coisas que vinha fazendo, no final das contas gosto muito dele, pra fazer doideiras é um dos melhores!
DD20 – BOSS
Delay junto com drive é uns dos pedais que mais troco, dei uma parada no dd20 por que pra tocar ao vivo é um dos melhores, posso guardar 4 bancos diferentes na memória dele e ainda tem outro banco que posso mexer, então tenho 5 delays que consigo mudar tranquilamente sem ter que parar entre musicas pra ajustar tempo e afins, então a praticidade falou mais alto, mais estou pra trocar novamente, ou manter ele e pegar um analog, não consigo ficar sem delay analog muito tempo.
Fora esses, tenho um clone da ibanez de sd1 que uso as vezes pra tocar com a banda cover, e estou esperando chegar um frequency analizer da Electro Harmonix, peguei ele pra gravar no disco novo, só que no ebay as coisas não chegam tão fáceis assim.
Leo: Tem alguma novidade sobre equipamento que te chamou atenção ultimamente?
Henrique: Sempre to olhando e pesquisando equipamentos, esse é meu problema! Heheheto na onda de fuzz oitavadores, ring modulators, reverbs e delays, que são coisas que estou buscando pro meu set, esses dias olhei o Empress Vintage Modified Superdelay, delay muito ineressante, porem muito difícil de achar e caríssimo. Normalmente não me apego as novidades não, nem é por mal é que meu gosto é mais voltado para coisas velhas! Hehe
Leo: De todos os pedais que já teve e foram embora você sente saudades de algum?
Henrique: O que eu mais sinto saudades é o Deluxe memory man Electro harmonix, esse pedal é o melhor delay que já toquei na vida, e olha que já tive muitos hehe também sinto saudades do meu big muff russo.
Leo: O que é indispensável no seu set?
Henrique: Pra mim não posso ficar sem delay, phaser e drive. Esses três são indispensáveis pra eu tirar qualquer som, sou viciado!
Leo: e pra fechar: QUANTOS MEMORY MAN você já teve? Hahahahhahaha
Henrique: hahahahaha pegando na minha ferida né? Já tive dois deluxe memory man, um novo e um bem velho e já tive um memory boy, mais esse não durou nem 1 mês! hehe




Geladeira figura!
Graaande Gela, figura importante no rock potiguar.
Parabéns pelo blog Leo. E gostei da entrevista, bastante elucidativa. Curti o Q-tron. Doidão!
Bem foda a entrevista!!
O Henrique toca muito e ver um show do Calistoga com tantos pedais é demais!! Faz inveja para vitrine de muitas lojas!
Parabéns pelo blog!
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